Agora que eu estava estável e equilibrada, decidida de que já não fazias parte da minha vida e confiante de que consigo ser muito melhor sem ti, voltaste e fizeste-me voltar a mexer com o passado. Assim como partiste sem eu ter imaginado sequer que isso fosse possível e sem eu perceber como é que o teu egoísmo foi mais forte do que o teu amor, agora voltaste novamente sem eu estar à tua espera.
Às vezes o melhor é deixarmos o passado onde ele pertence e não o confundirmos com o futuro.
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segunda-feira, 30 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Lutar para que passem
"Tenho pena, apenas. Tenho pena de quem não entende a beleza de uma tourada ou o "silêncio poético e misterioso, um silêncio que estremece" do toureio de José Tomas ("El País"), de quem nunca cheirou a esteva e o orvalho de uma manhã de caça, de quem nunca perdeu horas sentado nas margens de rio à espera que o peixe morda o anzol, de quem vai ao circo e não quer ver os leões do Paquito Cardinslli. Tenho pena, mas não posso fazer nada, que não isto: lutar para que não passem."
- Miguel Sousa Tavares.
(excerto da crónica sobre o projecto de lei do Bloco de Esquerda)
E eu tenho pena que uma pessoa reconhecida e estimada no nosso país tente descrever com palavras bonitas as maiores atrocidades da humanindade.
O que este texto tenta demonstrar é que, em primeiro lugar, as coisas que nos dão prazer são aquelas que envolvem dor e tortura a outros e que, em segundo lugar, aqueles que não "desfrutam" destes momentos não sabem sequer o que são as coisas bonitas da vida.
Eu sei que sei o que são as coisas bonitas da vida quando me choca assistir ao sofrimento dos outros: um animal ser morto numa manhã de caça, uma bandarilha ser espetada na carne de um touro a sangue frio, um leão a fazer grandes números no circo e que no final irá para a jaula onde passará o resto dos seus dias.
Há pessoas como Miguel Sousa Tavares que irão lutar "para que não passem", mas felizmente também há muitas pessoas que lutam cada vez mais e mais para que passem. E as pessoas já estão a tomar consciência de que estas monstruosidades não fazem sentido em nenhuma parte do mundo, muito menos numa sociedade desenvolvida e esclarecida como a nossa. E tudo isto vai passar, tenho a certeza.
domingo, 8 de julho de 2012
Nunca me esqueci de ti
Bato a porta devagar,
Olho só mais uma vez
Como é tão bonita esta avenida...
É o cais. Flor do cais:
Águas mansas e a nudez
Frágil como as asas de uma vida
É o riso, é a lágrima
A expressão incontrolada
Não podia ser de outra maneira
É a sorte, é a sina
Uma mão cheia de nada
E o mundo à cabeceira
Mas nunca
Me esqueci de ti
Não nunca me esqueci de ti
Eu nunca me esqueci de ti
Não nunca me esqueci de ti
Tudo muda, tudo parte
Tudo tem o seu avesso.
Frágil a memória da paixão...
É a lua. Fim da tarde
É a brisa onde adormeço
Quente como a tua mão
Mas nunca
Me esqueci de ti
Não, nunca me esqueci de ti
Não, nunca me esqueci de ti
Eu nunca me esqueci de ti
Nunca me esqueci de ti
Não não não não não nunca me esqueci de ti
Não não não não não não não não
Nunca me esqueci de ti
Não não
Nunca me esqueci de ti..
Há coisas bonitas a acontecer.
Olho só mais uma vez
Como é tão bonita esta avenida...
É o cais. Flor do cais:
Águas mansas e a nudez
Frágil como as asas de uma vida
É o riso, é a lágrima
A expressão incontrolada
Não podia ser de outra maneira
É a sorte, é a sina
Uma mão cheia de nada
E o mundo à cabeceira
Mas nunca
Me esqueci de ti
Não nunca me esqueci de ti
Eu nunca me esqueci de ti
Não nunca me esqueci de ti
Tudo muda, tudo parte
Tudo tem o seu avesso.
Frágil a memória da paixão...
É a lua. Fim da tarde
É a brisa onde adormeço
Quente como a tua mão
Mas nunca
Me esqueci de ti
Não, nunca me esqueci de ti
Não, nunca me esqueci de ti
Eu nunca me esqueci de ti
Nunca me esqueci de ti
Não não não não não nunca me esqueci de ti
Não não não não não não não não
Nunca me esqueci de ti
Não não
Nunca me esqueci de ti..
Há coisas bonitas a acontecer.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
domingo, 24 de junho de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
Hoje recebi um 18, a nota mais que tive desde que estou na faculdade. Pode ser só uma nota e já montes de gente tirou dezoitos, mas neste momento precisava de alguma coisa para me alegrar e isto serviu. Não sou exigente, agora só queria mesmo passar aos três exames que tenho esta semana.
Mas se quero fazer alguma coisa de jeito no teste de Portugal do século XX de amanhã é melhor ir dormir, já que tenho de acordar antes das 9h.
Mas se quero fazer alguma coisa de jeito no teste de Portugal do século XX de amanhã é melhor ir dormir, já que tenho de acordar antes das 9h.
domingo, 17 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
De um dia para o outro, aquilo que achamos ter mais seguro na vida abandona-nos. Quando já não temos mais nada a que nos agarrar e a única coisa que nos mantém de pé deixa de estar ao nosso lado, por puro egoísmo, como é que continuamos em frente? Como é que se lida com isto? Sempre pensei que o amor fosse o mais importante, quando conciliado com respeito, confiança e atenção ao outro. Mas há pessoas que só olham para si mesmas, mesmo quando dizem amar outra.
Mas aprendi com isto que a vida pode mudar de um dia para o outro e que a maior segurança que temos se pode transformar na maior desilusão das nossas vidas de um momento para o outro. Bastou mesmo um momento.
O amor pode não ter acabado, mas o ódio que sinto supera todos os bons momentos, as alegrias, os passeios, as noites a dormir abraçados, os bocadinhos que eram só nossos, as conversas nas viagens de carro, as férias que passámos longe do mundo, o apoio nos dias de estudo intensivo ou até a mão estendida quando simplesmente estava insegura sem motivo. Posso ter perdido tudo isso, mas percebi que uma pessoa que me consegue magoar tanto por puro egoísmo só me podia dar muito mais momentos maus do que bons.
Só gostava que a cobardia não tivesse sido tão grande ao ponto de nem me teres olhado nos olhos.
Mas aprendi com isto que a vida pode mudar de um dia para o outro e que a maior segurança que temos se pode transformar na maior desilusão das nossas vidas de um momento para o outro. Bastou mesmo um momento.
O amor pode não ter acabado, mas o ódio que sinto supera todos os bons momentos, as alegrias, os passeios, as noites a dormir abraçados, os bocadinhos que eram só nossos, as conversas nas viagens de carro, as férias que passámos longe do mundo, o apoio nos dias de estudo intensivo ou até a mão estendida quando simplesmente estava insegura sem motivo. Posso ter perdido tudo isso, mas percebi que uma pessoa que me consegue magoar tanto por puro egoísmo só me podia dar muito mais momentos maus do que bons.
Só gostava que a cobardia não tivesse sido tão grande ao ponto de nem me teres olhado nos olhos.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
vida de jornalista
Depois de um teste de Inglês e de várias horas a fazer o trabalho de MIAC vou finalmente dormir. Amanhã tenho de acordar cedo que vai ser um dia longo: uma entrevista de emprego de manhã, uma aula de Direito à tarde, a minha primeira aula do curso de Inglês ao final da tarde e um trabalho de MIAC que se vai prolongar pela noite fora. Vida de jornalista...
Preciso de um fim-de-semana em Alcobaça.
Preciso de um fim-de-semana em Alcobaça.
Concentração de inquilinos contra o aumento das rendas
Sara tem 62 anos, é reformada e vive no concelho da Amadora. Mora na mesma casa há 36 anos e paga actualmente 120 euros de renda. Diz que se a nova lei do arrendamento for mesmo para a frente esta irá subir para quase 400, um valor que não poderá suportar. “Não ganho para comer”, revela, referindo-se à possibilidade de a sua renda aumentar.
É uma das dezenas de inquilinos que esteve no Rossio, em Lisboa, durante a concentração organizada pela Associação de Inquilinos Lisbonenses, no dia 10 de Maio, às 18h30. Esteve lá porque considera a lei proposta pelo governo muito injusta e diz que vai afectar muitos inquilinos, sobretudo os reformados, que em muitos casos têm ainda de ajudar os filhos que estão no desemprego ou a estudar, e os jovens que estão desempregados. Diz que são estes os mais prejudicados em tudo.
Albino Figueiredo, um reformado de 71 anos que vive em Campo de Ourique, também decidiu estar presente nesta concentração. Considera que o aumento das rendas vai ser exorbitante e muitas pessoas não vão poder pagar. Recebe 900 euros de reforma e paga 53 euros por mês pela casa onde vive. Diz que não sabe qual vai ser o aumento imposto à sua renda, mas que se for muito grande poderá ter de sair de Lisboa. À sua reforma junta-se a da sua mulher, mas tem de ajudar a filha que está desempregada e o neto que, apesar de licenciado, também não consegue arranjar emprego. Desta forma, torna-se muito difícil pagar um valor mais elevado de renda.
Apesar das dúvidas de ambos os inquilinos em relação a poderem ainda ser feitas alterações à nova lei por parte do governo, no sentido de não prejudicar tanto os inquilinos, este tipo de manifestações faz todo o sentido. Sara refere que “este governo é cínico e isto não lhes toca”, mas admite que estará em todas as manifestações que venham a ser organizadas. Albino partilha a mesma opinião: “a gente reclama mas eles metem as leis cá fora”. Mas como refere o presidente da AIL “quando não se faz nada os governos fazem tudo o que querem, quando se faz alguma coisa vamos ver se conseguimos alcançar os nossos objectivos”.
Acabou o seu discurso que ocorreu logo no início desta concentração agendando uma próxima manifestação para o dia da votação da nova lei do arrendamento, na Assembleia da República. Tanto Sara como Albino garantem que vão estar presentes.
Trabalho de Ateliê de Jornalismo de Imprensa.
Trabalho de Ateliê de Jornalismo de Imprensa.
Ontem comecei finalmente o percurso no sentido de um dos meus grandes objectivos. Para muitas pessoas pode não ser nada de especial, mas para mim é mesmo muito importante. Ontem inscrevi-me no Wall Street Institute e amanhã vou começar o curso de dois anos. Finalmente vou aprender Inglês decentemente :)
Agora ando à procura de trabalho em part-time e já tenho uma entrevista de emprego. Só espero conseguir.
Preciso mesmo de paz de espírito.
Agora ando à procura de trabalho em part-time e já tenho uma entrevista de emprego. Só espero conseguir.
Preciso mesmo de paz de espírito.
domingo, 13 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Quando tinhas a pessoa que amavas ao teu lado mandaste-a embora da tua vida, como se depois pudesses voltar atrás no tempo e tê-la de novo. Mas esqueceste-te de que as marcas vão ficar para sempre e que quando tu quiseres voltar atrás já não vai haver a hipótese de o fazeres. Tiveste a oportunidade de escolheres o que querias para a tua vida quando tinhas aquilo que querias. Mas a vida muda muito rapidamente e o que tinhas hà pouco já não vais ter nunca mais.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
a vida é fugaz
Também é tão agradável ter uma conversa produtiva à meia-noite pela net com um amigo que está longe.
"A vida é fugaz". Quanta verdade...
"A vida é fugaz". Quanta verdade...
viagem de expresso
Foi muito bom hoje ter encontrado uma velha amiga do secundário e ter percebido que ao fim de dois anos ainda conseguimos ter uma agradável conversa durante duas horas na viagem de expresso entre Lisboa e Alcobaça.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
negócios
Hoje fiz o meu primeiro negócio pela Internet. Foi o dinheiro que ganhei mais facilmente até hoje (aquele dinheiro que de vez em quando recebo no Natal e nos anos não conta). Só espero que continue assim :D
sábado, 21 de abril de 2012
Amanhã volto para Lisboa, depois de três semanas na terrinha. Já sinto algumas saudades do meu quarto e das minhas coisas, mas também vou ter saudades do meu cantinho, da minha casinha e de tudo o que só existe aqui. Vá, são só duas semanas. E vendo bem já só faltam sete semanas para o final do meu segundo ano de faculdade...
a ironia do destino
Cada vez mais as pessoas dizem que têm falta de dinheiro, falta de qualidade de vida, falta de poder de compra. E isso, como todos sabemos, é verdade. Mas para mim não é disso que as pessoas têm mais falta. As pessoas têm falta de sensibilidade, de civismo. Usam cada vez mais os outros para seu próprio benefício, vêem-nos sofrer mas continuam a usá-los e a fazê-los sofrer.
A prática da matança do porco, como de qualquer outro animal, sempre me fez confusão, e é por isso que não como carne há vários anos. Em resumo: uma pessoa mata um animal, fá-lo sofrer, porque isso lhe trará benefícios. E então isso justifica. Faz-me confusão que essas pessoas sejam tão insensíveis que sejam capazes de o fazer sem hesitar. Enquanto o porco "chia" de medo e de dor eles matam-no a sangre frio. Para mim é um acto macabro. Para essas pessoas é só um estilo de vida.
(Parecendo que não) isto é irónico. O destino é irónico.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Hoje passei a tarde sentada no sofá a olhar para a televisão com um texto de História à frente. Sublinhei o título. E agora arrumei-o.
Mais logo vou até a Alcobaça e depois vou sair para algum lado, ainda não sei para onde. Há já algum tempo que não saio à noite. Estou mesmo a precisar.
E no final da noite vou ter com o Duarte, que já não vejo há uma semana. Já tenho saudades.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
O Estado está a cortar nas ajudas aos estudantes
Há
cada vez mais estudantes do ensino superior a quem as bolsas de estudo são rejeitadas
e que por isso atravessam dificuldades para poderem continuar a estudar. Alguns
não têm outra saída senão abandonar os estudos.
De
acordo com dados da PORDATA e da Revista VISÃO (nº993), o número de bolseiros
do ensino superior desceu de 74 935 no ano lectivo 2009/2010 para 56 799 no ano
passado e para 45 523 neste ano (quando faltava analisar 10% dos pedidos).
Estes dados traduzem-se num decréscimo de 29 412 atribuições de bolsa de estudo
em apenas dois anos.
Este
ano candidataram-se 96 767 alunos a bolsa, sendo que 48% das suas candidaturas
foram recusadas, mas tendo em conta que ainda falta analisar 10 mil processos
este valor, que representa um aumento de 2% face ao ano passado, pode ainda vir
a subir.
| Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa |
Partindo
das declarações de quatro estudantes da Faculdade de Letras da UL percebemos
que há alunos que têm de lutar pelos seus próprios meios, quando vêem o apoio
estatal ser-lhes rejeitado.
Dos
quatro alunos entrevistados, foi rejeitada bolsa a dois, que solucionaram o
problema através de um empréstimo bancário ou de um ano a trabalhar, sem
estudar, para juntar dinheiro. O part-time é uma solução também muito
procurada, variando apenas a altura em que exercem o trabalho – antes de entrar
para a faculdade, durante os verões ou até mesmo durante o período de aulas.
Numa altura em que as ajudas estatais são cada vez menos, os estudantes vêm-se
obrigados a fazer alguns esforços para conseguirem terminar o curso. Apesar das
dificuldades, têm conseguido manter-se a estudar, mas nem todos o conseguem.
Segundo
um artigo do site esquerda.net, “De que lado estão os Reitores Portugueses?”, o
Estado apenas financia 66% do ensino superior, muito abaixo da média de 79% da
União Europeia, o que para além de provocar grandes dificuldades económicas
também leva a que muitos alunos cancelem a matrícula – desde o início deste ano
já desistiram mais de 6 mil estudantes.
Apesar
dos dados que indicam a diminuição de alunos a usufruir de apoio estatal, o
Secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró, assegura que este ano
houve uma diminuição das desistências do ensino superior face ao ano passado.
férias
Estes dias sem aulas sabem sempre bem: poder acordar mais tarde, não ter horários definidos para quase nada e poder fazer tudo sentada no sofá. Mas passar os dias inteiros sozinha em casa de pijama a ler textos de História também já não está a ter graça.
Amanhã vou fazer uma entrevista para MIAC e espero que corra melhor do que hoje (se conseguir falar com a empregada da mercearia já vai ser melhor).
Precisava de sair da rotina, nem que fosse só por um dia.
Amanhã vou fazer uma entrevista para MIAC e espero que corra melhor do que hoje (se conseguir falar com a empregada da mercearia já vai ser melhor).
Precisava de sair da rotina, nem que fosse só por um dia.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
amanhã
"Percebe-se cada vez mais que a única constante da vida é a mudança" - José Alberto Carvalho.
Percebo cada vez mais que esta frase tem muito de verdade. Não há na vida nada que não mude. Nem nada que seja para sempre. Mesmo aquela coisa que temos de mais segura, a que nos agarramos sempre que estamos para cair, a que nos abraçamos quando temos medo. Até essa coisa muda. Até essa coisa acaba.
Falamos todos os dias sobre essa coisa, quando falamos do amanhã essa coisa está lá, porque está sempre e não fazia sentido que amanhã não estivesse. Mas há sempre um dia em que "amanhã" essa coisa já não vai lá estar. E aí não vale a pena olhar para trás e pensar no que podíamos ter feito diferente para que essa coisa não tivesse deixado de fazer parte de nós. Já deixou. Temos de olhar para a frente e perceber o mais rapidamente possível que a partir de agora vai ser tudo diferente. Há sempre um dia em que essa coisa vai embora. O amanhã vai sempre chegar. E já chegou.
Percebo cada vez mais que esta frase tem muito de verdade. Não há na vida nada que não mude. Nem nada que seja para sempre. Mesmo aquela coisa que temos de mais segura, a que nos agarramos sempre que estamos para cair, a que nos abraçamos quando temos medo. Até essa coisa muda. Até essa coisa acaba.
Falamos todos os dias sobre essa coisa, quando falamos do amanhã essa coisa está lá, porque está sempre e não fazia sentido que amanhã não estivesse. Mas há sempre um dia em que "amanhã" essa coisa já não vai lá estar. E aí não vale a pena olhar para trás e pensar no que podíamos ter feito diferente para que essa coisa não tivesse deixado de fazer parte de nós. Já deixou. Temos de olhar para a frente e perceber o mais rapidamente possível que a partir de agora vai ser tudo diferente. Há sempre um dia em que essa coisa vai embora. O amanhã vai sempre chegar. E já chegou.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
O país está drogado
Toda a
gente fala por aí da recente, mas já célebre, frase: "Senhor presidente,
desculpe, estou um bocado drogada", dita por uma deputada do PS na
Assembleia da República. Isto aconteceu no seguimento da votação da adoção por
casais homossexuais. Será que não é isto o mais importante?
Os portugueses não conseguem ver o país que estão a (des)construir? Mais uma vez continua a ser negada a hipótese de que duas pessoas possam sentir nos braços uma criança a quem possam chamar filho, simplesmente porque ambas têm o mesmo género. As histórias de maus-tratos infantis continuam, as de pedofilia por parte dos pais aumentam, as de mão-de-obra infantil são ainda uma realidade num país a que chamamos desenvolvido. No entanto, uma criança ter duas pessoas a quem chama mãe é muito pior. Pode causar uma peste mundial e isso seria muito perigoso. E depois as crianças vão ser gozadas na escola quando disserem aos amigos: a minha mãe chama-se Maria e a minha outra mãe chama-se Catarina. É muito menos doloroso dizer: não tenho pais porque o meu pai matou a minha mãe a agora está preso, por isso estou numa casa para meninos sem pais. As crianças não têm uma visão da realidade plenamente construída e por isso "gozam" umas com as outras simplesmente porque sim, não é preciso motivo. Quando é que esta sociedade vai perceber que temos de começar por alguma ponta? Ou vamos sempre adiar o que é inadiável? Bolas, a homossexualidade é uma realidade à qual já ninguém pode fechar os olhos, algum dia essas pessoas irão ter filhos, e necessariamente algum dia essas crianças serão as primeiras.
Chega de adiar, já chega!
Os portugueses não conseguem ver o país que estão a (des)construir? Mais uma vez continua a ser negada a hipótese de que duas pessoas possam sentir nos braços uma criança a quem possam chamar filho, simplesmente porque ambas têm o mesmo género. As histórias de maus-tratos infantis continuam, as de pedofilia por parte dos pais aumentam, as de mão-de-obra infantil são ainda uma realidade num país a que chamamos desenvolvido. No entanto, uma criança ter duas pessoas a quem chama mãe é muito pior. Pode causar uma peste mundial e isso seria muito perigoso. E depois as crianças vão ser gozadas na escola quando disserem aos amigos: a minha mãe chama-se Maria e a minha outra mãe chama-se Catarina. É muito menos doloroso dizer: não tenho pais porque o meu pai matou a minha mãe a agora está preso, por isso estou numa casa para meninos sem pais. As crianças não têm uma visão da realidade plenamente construída e por isso "gozam" umas com as outras simplesmente porque sim, não é preciso motivo. Quando é que esta sociedade vai perceber que temos de começar por alguma ponta? Ou vamos sempre adiar o que é inadiável? Bolas, a homossexualidade é uma realidade à qual já ninguém pode fechar os olhos, algum dia essas pessoas irão ter filhos, e necessariamente algum dia essas crianças serão as primeiras.
Chega de adiar, já chega!
O Carnaval já começou...
e já acabou também.
Tem-se passado muita coisa à minha volta. Tanta coisa que não tenho tido tempo nem mesmo para pensar em vir aqui. O Carnaval já começou. E já acabou também. Foi assim tão rápido. Percebi que até no Carnaval posso aprender coisas sobre mim própria. O Carnaval passou e depois da "bonança vem a tempestade". A sabedoria popular costuma dizer ao contrário, mas a vida nunca pára e não há fases boas que não tenham fim.
Tem-se passado muita coisa à minha volta. Tanta coisa que não tenho tido tempo nem mesmo para pensar em vir aqui. O Carnaval já começou. E já acabou também. Foi assim tão rápido. Percebi que até no Carnaval posso aprender coisas sobre mim própria. O Carnaval passou e depois da "bonança vem a tempestade". A sabedoria popular costuma dizer ao contrário, mas a vida nunca pára e não há fases boas que não tenham fim.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Estes dias têm sido... nem sei bem o quê! Na sexta passei o dia todo com o Duarte a procurar um carro para ele e ao fim de várias horas lá encontrámos um interessante. Um Renault Clio. No sábado fomos buscá-lo. Ou seja, o meu parvinho já tem o carro, não o de que estava sempre a falar mas tem um carro. Nesta corrida pelos stands de Alcobaça, Caldas da Rainha e arredores passámos por um que tinha um carro muito barato (ideal para mim, portanto!). No sábado fui logo lá com a minha mãe. Ela não gostou daquele mas de outro quase o dobro do preço mas, claro, em muito melhor estado. Um Opel Corsa. O que se passou foi que durante todos estes dias andámos a ver se iamos ou não comprá-lo e pensámos em todas as maneiras possíveis para termos o dinheiro. Já tinha desistido da ideia. Mas ontem e hoje acendeu-se uma luz ao fundo do túnel. Na sexta já vou ter o meu carrinho! Mas tenho a certeza que vai valer a pena, afinal não tirei a carta para isto. Todos os medos se superam enfrentando - não evitando. Já dizia no meu trabalho de LIJ! Diga-se de passagem que me está a dar a volta à cabeça mas acho que, dentro dos possíveis, está bem encaminhado.
Outra dor de cabeça nestes dias foi a minha querida amiga Direcção Geral do Ensino Superior. Ontem recebi um aviso de que não ia receber bolsa, porque não enviei um papel a tempo, porque a Segurança Social ainda não mo enviou. Afinal hoje já tinham o papel, mesmo sem eu o ter enviado, e não passou tudo de um erro informático. Ok, com erros informáticos posso eu bem, desde que me dêem a bolsa, é que já está a ficar complicado.
E vou ter um/a priminho/a novo/a! :D
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Não consegui fazer grande coisa do trabalho, mas tentei. Fica para amanhã. Ou melhor, para depois de amanhã, já que em princípio o Duarte fica cá até sábado! Mas no sábado é a sério!
Agora vou ver alguma coisa que esteja a dar na televisão. Amanhã tenho de acordar às 7h30, mas não tenho sono. Vou deitar-me no sofá com o Baltazar.
Agora vou ver alguma coisa que esteja a dar na televisão. Amanhã tenho de acordar às 7h30, mas não tenho sono. Vou deitar-me no sofá com o Baltazar.
Ontem deu-me uma vontade enorme de voltar ao blogue. Estou um bocado farta da minha vidinha em que ou estou nas aulas, ou estou a estudar, ou estou a pensar que devia estar a estudar. Ultimamente também tenho pensado no Carnaval. Mas percebi a minha necessidade de ter um espaço onde posso dizer o que me vai na cabeça e falar quando mais ninguém está para me ouvir.
Agora devia estar a estudar, ou melhor a fazer o trabalho de Laboratório de Investigação Jornalística. Mas parece que voltei ao secundário e estou a deixar para a última. Mas depois sei que me vou arrepender, quando, uns dias antes da entrega do trabalho, estiver ainda a meio e pensar que podia ter tido uns dias de férias - que já não sei o que é desde setembro. Enfim, apesar de estar com algum peso na consciência também estou contente por já não ter nenhum exame para fazer, quando há pessoas que ainda têm vários. Até me safei este semestre (excepto a Inglês para Jornalismo I, mas isso fica para a época de recurso). Bem, agora vou tentar fazer alguma coisa do trabalho, que amanhã também não vai haver tempo porque vou estar com o Duarte!
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