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domingo, 27 de março de 2011

Resultado das eleições para a presidência do Sporting "não foi totalmente transparente"

O resultado das eleições para a presidência do Sporting Clube de Portugal foram revelados esta madrugada, com vitória para Godinho Lopes, contra todas as expectativas.
A lista C, de Bruno Carvalho (com 32.915 votos), a qual todos esperavam que fosse a eleita, foi surpreendida com um número de votos inferior aos da lista A, de Godinho Lopes (com 33.275 votos), contrariamente ao que tinha sido anuncido momentos antes. Esta reviravolta veio a dar-se devido a uma recontagem na votação.
Este engano na contagem deu origem a confrontos entre os apoiantes das duas listas, chegando mesmo a haver uma tentativa de agressão contra o candidato eleito, à saída do estádio.
A lista de Bruno Carvalho vai pedir uma impugnação das eleições, durante a próxima semana, por considerar que este processo "não foi totalmente transparente".
Há que ter em conta o que cada um dos candidatos mais votados pretendia fazer pelo clube. Godinho Lopes prometeu Domingos Paciência para treinador e ainda um fundo de 100 milhões de euros para o clube de Alvalade. Contudo, uma vez que faz parte da banca, e não esquecendo a situação económica do país, será esta promessa segura? Por outro lado, Bruno Carvalho dizia ter três investidores russos interessados em criar um fundo de 50 milhões de euros para o Sporting comprar jogadores, para além de prometer Van Basten para terinador. Será que "os leões" fizeram a escolha mais segura, numa época tão turbulenta para o clube?

PSD obtém maioria nas sondagens

Se as eleições fossem hoje, segundo uma sondagem da TVI, credibilizada pela Intercampus, o PSD venceria, embora sem maioria absoluta, com 42,2 por cento dos votos, contra os 32,8 do PS.
Para que Passos Coelho fosse o novo primeiro-ministro de Portugal teria de coligar o seu partido com o de Paulo Portas (CDS), obtendo assim um resultado de 50,9 por cento. Hipótese esta que o presidente do PSD já admitiu ser possível. Segundo uma percentagem da Intercampus, 61 por cento dos inquiridos respondeu que está de acordo com a hipótese de uma coligação de partidos.
A maior parte dos inquiridos defende que serão necessárias mais medidas de austeridade, pois aquelas que foram apresentadas pelo Governo com o PEC não são suficientes. No entanto, consideram que o próximo Governo vai ser igual ao liderado por José Sócrates.
É de salientar que as medidas apresentadas por Passos Coelho, nomeadamente o aumento do IVA, não demoveram os portugueses a escolhê-lo, de acordo com a sondagem, como o melhor candidato para governar o país. Recorde-se que, aquando do mais recente aumento do IVA pelo governo, o presidente do PSD veio pedir desculpa aos portugueses por ter concordado com esta medida. Meses depois, é ele próprio que admite tomá-la. Será que é de um líder sem palavra de que Portugal precisa?


Fotografia - publicado no online do jornal I

quarta-feira, 23 de março de 2011

Socias Democratas apresentam resposta ao PEC

O projecto de resolução entregue pelos sociais democratas, para além do preâmbulo, conta apenas com uma alínea: "rejeitar o Programa de Estabilidade e Crescimento 2011/2014, apresentado pelo governo à Assembleia da República". Desta forma, reúne condições para ter uma aprovação unânime por parte dos restantes partidos, uma vez que só sugere a rejeição do PEC.
O documento refere que o Governo "foi responsável pela situação da grave crise económica e social que se criou no país" para além de ter falhado "os objectivos de consolidação orçamental". Os três restantes partidos também apresentaram projectos de resolução contra o PEC, e basta apenas que o PSD e o CDS aprovem um dos documentos e que o BE e o PCP se abstenham, para que o PEC seja, como se espera, chumbado.
A situação está cada vez mais previsível, e as hipóteses de que Portugal não assista a uma queda do Governo são cada vez menores.


Fotografia - publicada no online do Público

terça-feira, 22 de março de 2011

O Governo está em crise

O debate sobre o PEC 4 está marcado para amanhã às 15h. Se o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) for chumbado, José Sócrates apresentará a sua demissão, defendendo que, dessa forma, não tem "condições para estar à frente do Governo".
O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, deu a entender pelas suas declarações que "não deixará o país ficar numa situação pantanosa", no caso de o governo não se demitir, como sugeriu. PSD e CDS estão do mesmo lado, contra o PEC, pelo que apenas o voto a favor de um dos partidos de esquerda (BE ou PCP) podem salvar o governo. No fim-de-semana o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, revelou que irá votar contra o PEC. Contudo ontem anunciou que irá primeiro ouvir os comentários e alternativas do CDS e do BE para tomar uma posição, havendo ainda uma pequena esperança para José Sócrates.
Esta falta de consenso, que está a gerar uma crise política, pode pôr em causa a participação de Portugal no euro e, como recordou Teixeira dos Santos, pode empurrar o país para a ajuda externa, assim como tem insistido José Sócrates nos últimos dias.
As alternativas do Governo já são escassas. Como diz José Sócrates, sem condições para governar tem de ser "devolvida a palavra ao povo". Mas irá mesmo José Sócrates demitir-se?

Fotografia - Rui Oliveira/Global Imagens, publicada no online do Diário de Notícias