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domingo, 22 de maio de 2011

Mais uma vitória

O FC Porto venceu hoje o Vitória de Guimarães por 6-2, vencendo, assim, a Taça de Portugal pela 16ª vez e alcançando o número de troféus do SL Benfica.
Depois de vencer a Supertaça, o Campeonato e a Liga Europa, o FC Porto alcança agora, no final da época, a Taça de Portugal enquanto que o Vitória de Guimarães, em seis finais a que chegou, assistiu agora à quinta derrota. Era um resultado algo previsível, tendo em conta a força com que o clube portista está nesta época e o facto de nas últimas 11 finais portuguesas ter perdido apenas três.
Desta forma, alcançou o número de troféus do Benfica, contando agora com 69 e tornando-se assim no o clube português com mais troféus nacionais e internacionais.
Dos 69 troféus conquistados pelos azuis e brancos 53 foram durante a presidência de Jorge Nuno Pinto da Costa. Já o Benfica, durante este mesmo período de tempo, alcançou apenas 21. Ontem, no final da 58ª partida, o Porto conquistou a sua 49ª vitória nesta época, contando apenas com quatro derrotas.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

"Liga Portugal"

Ontem o FC Porto e o Sporting de Braga foram a Dublin disputar uma final europeia, a Liga Europa. Num país tão pequeno e com uma crise económica tão grande, é um feito que deve ser valorizado e que nos deve encher de orgulho.
O FC Porto venceu esta competição por 1-0, com um golo de Falcao, acrescentando, assim, mais uma vitória europeia às três outras que já tinha conquistado. O sonho do Sporting Braga não foi concretizado até ao fim, mas penso que deve ser um grande orgulho para os bracarenses conseguir ter o seu clube numa final europeia, depois de ter derrotado grandes equipas portuguesas e estrangeiras.
As duas equipas estão de parabéns, sobretudo por terem representado bem o nosso país e por terem posto um sorriso na cara de alguns portugueses que já têm poucas razões para sorrir.

sábado, 14 de maio de 2011

Mais uma sondagem, mais uma mudança

Segundo a terceira sondagem da Intercampus para o Público e para a TVI, o PS ultrapassou o PSD. Os socialistas somam agora 36,8 por cento, contra os 33,9 dos social-democratas. 
Já desde a primeira sondagem, o PS tem vindo a subir mas consegue agora, na primeira vez que ultrapassa o PSD, criar a maior diferença entre os dois partidos. Esta diferença começou nos 2,2 por cento, baixando para 1,1 e é, agora, de 2,9 por cento, com vantagem para os socialistas.
Quem conseguiu uma subida mais acentuada do que o que se esperava foi o CDS-PP, que passou de 10,9 para 13,4 da segunda sondagem para esta. Se se unir com o PSD, obtém 47,3 por cento dos votos, mantendo-se a necessidade de terem uma maioria parlamentar. Já a junção dos votos do CDS com o PS dá um total de 50,2 pontos percentuais, ganhando uma maioria parlamentar. Se a tendência continuar, José Sócrates irá conquistar novamente o podeer, contra todas as expectativas de Passos Coelho, que parece não ter dúvidas em relação às preferências pelo seu partido.
Os portugueses parecem já ter dúvidas em relação ao sucesso de um governo de coligação, já que desde a primeira sondagem até à terceira a percentagem de portugueses que disse preferir essa opção desceu 3,5 por cento.
Ainda faltam cinco sondagens da Intercampus até ao dia das eleições, mas talvez seja melhor para Passos Coelho que comece a tomar medidas se não quiser ver o seu partido a ficar-se pelo segundo lugar.

Três dias académicos

Não se percebe como é que numa cidade como Lisboa a Semana Académica é, na verdade, três dias. Mas, se é o que temos, há que aproveitar. Na quinta-feira a noite começou com Yolanda Be Cool. Contudo eu e os meus amigos só chegámos por volta das 23h ao Estádio do Restelo, até porque era um grande desafio conseguir apanhar o autocarro e a informação dos trabalhadores do evento pode ser classificada como "fraca". Quando entrámos estava a actuar Marcelo D2, seguindo-se Edward Maya. Foi uma noite engraçada, sim. Mas que certamente não chega aos calcanhares da Queima das Fitas de Coimbra ou de outras Semanas Académicas. Até nas festas universitárias se sentem os efeitos da crise.
Ontem foi dia de descanso até porque o cartaz não era nada por demais. Hoje voltamos ao recinto para ver e ouvir Booka Shade e outros (igualmente entusiasmantes, pelo menos para mim).
Enfim, é o que temos.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O meu primeiro dia com os sem-abrigo...

A noite passada foi a primeira desde que a minha vida é nesta cidade em que me senti realmente útil e realizada. Foi a minha primeira noite a ajudar os sem-abrigo e outras pessoas necessitadas de Lisboa. Mais do que distribuir refeições, distribui palavras e sorrisos. Sempre soube que aquelas pessoas precisavam bastante da nossa ajuda, mas só se entende a realidade quando se está lado a lado com ela.
Chegámos ao Campo das Cebolas e ainda não tínhamos saído do carro quando um dos sem-abrigo chegou perto de nós e nos disse: preciso de roupa. Quando saí do carro perguntou-me se eu era nova ali. Senti na sua expressão que era mais do que uma pessoa que lhe ia dar uma refeição, era uma pessoa, infelizmente das poucas, que se preocupa com ele e os seus "companheiros de rua". Distribuíamos as refeições enquanto eles nos agradeciam e contavam algumas das histórias das suas vidas. No final, ficámos a conversar com um senhor com uma cultura impressionante, que, entre outras coisas, nos ensinou o nome de várias capitais de países, para além de anedotas hilariantes! Custou-me despedir dele e daquele sítio, mas foi bom poder dizer: até para a semana, enquanto apertava a mão simpática do senhor das anedotas. Pelo caminho passámos ainda por uma igreja em cujas escadas estava sentado "o pintor". Enquanto lhe dávamos a comida que ainda tinha restado, ele agradecia e dizia: pode ser mais um, se não fizer falta. Enquanto o nosso colega Paulo foi levar a comida aos senhores que vivem na porta da Igreja, eu a a Ana ficámos a conversar com o pintor. Estava a desenhar uma rede ferroviária para a Angola. É impressionante, gratificante! No meio de uma vida certamente mirabolante e madastra, ainda há quem pense na melhor solução para a rede ferroviária angolana.
Deram-me mais ontem do que eu poderei dar em todos os dias que estiver convosco. Apetece-me dizer obrigado!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

PS ganha terreno

Segundo uma sondagem da Intercampus desta segunda-feira, para a TVI e para o Público, o PSD desce 0,8% e o PS sobe 0,3%, comparando com a última sondagem, realizada na última sexta-feira. Apesar de esta oscilação não ser muito acentuada, há que ter em conta que passaram muito poucos dias entre as duas sondagens (de dia 4 de Maio para dia 8). Relembre-se que neste período deu-se o anúncio das medidas da troika para Portugal por parte dos membros da União Europeia e do FMI. Mas, talvez mais relevante, o anúncio destas medidas por parte de José Sócrates, na passada quinta-feira, que pode ter contribuído para o aumento dos seus apoiantes.
Da primeira sondagem da Intercampus para a segunda, os social-democratas desceram de 37 por cento para 36,2, ao contrário dos socialistas que contaram com uma subida de 34,8 para 35,1 pontos percentuais. Em terceiro lugar da tabela está o CDS-PP, com 10,9 por cento, que, em união com o PSD, ainda avista a possibilidade de uma maioria parlamentar.
Passos Coelho já afirmou que, se o seu partido vencer as eleições legislativas de 5 de Junho, não irá admitir a possibilidade de governar juntamente com o governo de José Sócrates. Estes conflitos entre os dois partidos que disputam o primeiro lugar não me parece, de forma alguma, favorável para o país. É altura de os portugueses estarem unidos, mas parece que a "fome" de poder não deixa os líderes destes partidos verem a realidade. Já a maioria dos portugueses parece discordar de Passos Coelho: segundo a mesma sondagem, a percentagem de portugueses que considera que deve haver uma coligação de partidos é de 55,9.
Mas com esta subida do PS no número de votos na sondagem, quem será que vai dizer "não" a quem em relação à coligação? Até dia 5 de Junho muito pode mudar, e isso irá ser mostrado através das seis sondagens que a Intercampus ainda vai fazer até às eleições.


Fotografia: José Sócrates e Passos Coelho.