Segundo uma sondagem da Intercampus desta segunda-feira, para a TVI e para o Público, o PSD desce 0,8% e o PS sobe 0,3%, comparando com a última sondagem, realizada na última sexta-feira. Apesar de esta oscilação não ser muito acentuada, há que ter em conta que passaram muito poucos dias entre as duas sondagens (de dia 4 de Maio para dia 8). Relembre-se que neste período deu-se o anúncio das medidas da troika para Portugal por parte dos membros da União Europeia e do FMI. Mas, talvez mais relevante, o anúncio destas medidas por parte de José Sócrates, na passada quinta-feira, que pode ter contribuído para o aumento dos seus apoiantes.
Da primeira sondagem da Intercampus para a segunda, os social-democratas desceram de 37 por cento para 36,2, ao contrário dos socialistas que contaram com uma subida de 34,8 para 35,1 pontos percentuais. Em terceiro lugar da tabela está o CDS-PP, com 10,9 por cento, que, em união com o PSD, ainda avista a possibilidade de uma maioria parlamentar.
Passos Coelho já afirmou que, se o seu partido vencer as eleições legislativas de 5 de Junho, não irá admitir a possibilidade de governar juntamente com o governo de José Sócrates. Estes conflitos entre os dois partidos que disputam o primeiro lugar não me parece, de forma alguma, favorável para o país. É altura de os portugueses estarem unidos, mas parece que a "fome" de poder não deixa os líderes destes partidos verem a realidade. Já a maioria dos portugueses parece discordar de Passos Coelho: segundo a mesma sondagem, a percentagem de portugueses que considera que deve haver uma coligação de partidos é de 55,9.
Mas com esta subida do PS no número de votos na sondagem, quem será que vai dizer "não" a quem em relação à coligação? Até dia 5 de Junho muito pode mudar, e isso irá ser mostrado através das seis sondagens que a Intercampus ainda vai fazer até às eleições.
Fotografia: José Sócrates e Passos Coelho.

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